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Após mais um desastre marítimo, Filipinas pergunta-se o que falhou

Enquanto mais corpos eram retirados do mar, depois da colisão de um barco de passageiros e um navio de carga ter deixado pelo menos 38 mortos nas Filipinas na semana passada, o país com um péssimo retrospecto em segurança marítima mais uma vez se perguntava: o que aconteceu de errado? Autoridades dizem que as 82 pessoas listadas como desaparecidas devem provavelmente ter morrido, presas no barco de passageiros que afundou no porto de Cebu depois da batida de sexta-feira.

Mergulhadores trabalham para ter acesso à embarcação, a 45 metros de profundidade, e para conter um vazamento de óleo. A investigação formal sobre o acidente só começará após o fim do trabalho de resgate.

Nas Filipinas, um país formado por 7 mil ilhas, barcos com sobrecarga e excesso de passageiros são comuns, e há uma notória dificuldade de se aplicar as normas marítimas. No mais recente acidente, o barco de passageiros, com 870 pessoas, navegava por nove horas, quando se aproximou à noite de Cebu, centro econômico a 560 km de Manila. O barco chocou com um cargueiro que deixava Cebu num estreito canal e, aparentemente, eles tomaram a mesma via do canal.

De acordo com as regras da navegação, duas embarcações, quando em rota de colisão, devem virar para a direita, afirmou à Reuters o comandante William Melad, chefe da guarda costeira do distrito da região central de Visayas. Os proprietários do barco de passageiros afirmaram que ele buzinou diversas vezes antes da colisão. Um representante do grupo proprietário do barco disse, sob condição de anonimato, que o seu barco não poderia virar para a direita porque não havia profundidade suficiente daquele lado. Os proprietários do cargueiro não quiseram comentar o acidente. O navio está em Cebu, com um buraco no casco.

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