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Apesar da vitória nas urnas, Merkel precisa buscar apoio da esquerda

A chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel, enfrenta a perspectiva delicada de persuadir os rivais da centro-esquerda a mantê-la no poder, depois de o seu partido conservador ter obtido o melhor resultado eleitoral em mais de duas décadas, mas sem alcançar a maioria absoluta.

Mesmo os adversários políticos reconheceram que a chanceler foi a grande vencedora das primeiras eleições alemãs desde o início da crise de dívida da zona do euro, em 2010, levando a filha de um pastor da Alemanha Oriental ao papel de principal líder da Europa.

O bloco conservador de Merkel ficou com 41,5 por cento dos votos, o melhor resultado desde 1990 e apenas cinco assentos abaixo de obter maioria absoluta na câmara baixa do Bundestag (Parlamento) pela primeira vez em mais de meio século.

Os social-democratas (SPD, na sigla em alemão), com quem Merkel governou numa “grande coligação” bem-sucedida no seu primeiro mandato (2005-2009), terminaram em segundo lugar, com 25,7 por cento, pouco acima do seu pior resultado do pós-guerra, ocorrido em 2009.

Os verdes receberam 8,4 por cento dos votos, bem abaixo da votação de 2009. O único outro partido no Bundestag será o radical A Esquerda, que teve 8,6 por cento. O actual parceiro de coligação de Merkel, o Partido Democrático Liberal, não obteve o mínimo de 5 por cento para ingressar no Parlamento.

Merkel, de 59 anos, reconheceu a dificuldade do desafio que tem pela frente, ao ser perguntada na noite de Domingo se planeava buscar alianças com os outros partidos. “Talvez a gente não encontre ninguém que queira fazer alguma coisa conosco”, disse ela.

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