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Angela Merkel reeleita por quatro anos à frente da Alemanha

A chanceler conservadora Angela Merkel foi reeleita na quarta-feira pelos deputados para um segundo mandato de quatro anos à frente da Alemanha, um mês após as eleições que lhe deram desta vez uma maioria de centro direita. Primeira mulher a dirigir a maior economia da Europa, Merkel, 55 anos, obteve os votos de 323 de 612 deputados presentes.

Ela assumiu a liderança, para os próximos quatro anos, de uma coalizão entre conservadores da CDU-CSU e liberais do FDP, a qual dispõe de uma confortável maioria de 332 cadeiras em 622. Bastante aplaudida pelos deputados, a chanceler reeleita recebeu flores, principalmente de seu adversário nas eleições de 27 de setembro, o social democrata Frank-Walter Steinmeier.

Este último, que era também seu vice-chanceler e chefe da diplomacia no governo de grande coalizão actual, será ainda o chefe da oposição no parlamento. “Eu aceito este voto e agradeço por sua confiança”, comentou Merkel, que usava um colar nas cores preta, vermelha e amarela da Alemanha. Após sua eleição, a chanceler deve ser empossada com sua equipe pelo chefe de Estado, Horst Köhler. Em seguida, ela deve reunir pela primeira vez seu Conselho de ministros à tarde, antes de ir para Paris para jantar com o presidente francês Nicolas Sarkozy.

Merkel e seus aliados liberais apresentaram sábado seu programa de governo para os quatro próximos anos. Na ocasião, eles confirmaram a chegada ao cargo de vice-chanceler e ministro dos Assuntos Estrangeiros do chefe dos liberais, Guido Westerwelle, um orador hábil de 47 anos, que conseguiu tirar seu partido da oposição onde estava estagnado há 11 anos. Este advogado de formação será o primeiro chefe da diplomacia na Europa a não esconder sua homossexualidade.

No plano econômico, a nova equipe escolheu deixar os déficits fluírem para se concentrar no estímulo do crescimento. Uma arbitragem de risco, mas a única possível aos olhos de inúmeros economistas. Este dispositivo passará por fortes baixas de impostos a partir do início de 2010, com um novo endividamento em vista, apesar do déficit orçamentário decorrente da pior crise econômica em 50 anos.

No total, são 24 bilhões de euros em alívios fiscais que ajudarão as famílias e as empresas alemãs. Isso dará fôlego ao novo ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, um político experiente da CDU, que era encarregado do ministério do Interior no governo anterior. Ele já disse que a Alemanha não reequilibrará seu orçamento em menos de quatro anos. O novo governo tem oficialmente oito cristãos-democratas, cinco ministros do FDP e três ministros da CSU, a ala bávara da CDU.

Entre os principais postos, o jovem aristocrata bávaro Karl-Theodor zu Guttenberg, estrela ascendente da política alemã, ocupará o ministério da Defesa, deixando a pasta da Economia ao liberal Rainer Brüderle. Um novo membro, Philipp Rösler, 36 anos (FDP), se tornou ministro da Saúde e o mais jovem membro do gabinete. Este cirurgião de formação nascido no Vietnã e adotado aos nove meses de idade por um casal alemão se tornou o primeiro ministro alemão de origem não-europeia.

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