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Agravado em Outubro custo de vida na Beira, Nampula e Maputo

Os preços de louça e de outros artigos de mesa e cozinha, bem como de farinha de mandioca, óleo alimentar, carvão vegetal, cobertores, batata-reno e peixe carapau aumentaram em Outubro de 2011 nas cidades do Maputo, Beira e Nampula, que servem de amostra global da inflação em Moçambique.

O cenário contribuiu para que o país registasse uma inflação mensal de cerca de 0,09%, face ao anterior mês de Setembro, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), ajuntando que, de Janeiro a Outubro deste ano, houve um aumento do nível geral de preços na ordem de 4,15% e de 5,46% no mesmo período no que respeita à inflação acumulada.

Alimentação & bebidas

A uma pergunta do jornal Correio da manhã sobre se este ligeiro incremento da inflação em Outubro último era início do agravamento geral do custo de vida que normalmente se tem registado de Outubro a Dezembro de cada ano, Perpétua Michangula, chefe do Departamento de Preços e Conjuntura do INE, disse não poder confirmar, “porque nós apenas nos limitamos a apresentar o comportamento dos preços do fim de cada mês e há outras instituições que se ocupam daquilo que pretende saber”.

Sobre a divisão com maior peso na inflação moçambicana, Michangula indicou a de produtos alimentares e bebidas não alcoólicas que, no global, injecta o correspondente a cerca de 40% em cada mês, num painel de bens e serviços que serve de base para a recolha de preços constituído por 286 produtos seleccionados e agrupados de acordo com a classificação de consumo individual por objectivo adoptada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Relativamente, entretanto, ao mês de Outubro de 2010, os preços do mês de Outubro de 2011 aumentaram em 9,50% com as divisões da alimentação e bebidas não alcoólicas e da educação a registarem, em termos homólogos, aumentos de preços na ordem dos 11,28% e 22,33% positivos, respectivamente. De referir que a recolha de preços é feita em 14 mercados daquelas três maiores cidades do país equivalendo a 1452 preços observados e 434 estabelecimentos comerciais que totalizam 4756 preços, segundo ainda a chefe do Departamento de Preços e Conjuntura do INE.

A recolha nos mercados é semanal para produtos frescos e outros que, pelas suas características, estão sujeitos a variações significativas de preços ao longo do mês, sendo os restantes recolhidos mensalmente nos mercados, lojas e estabelecimentos especializados.

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