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Agente da Polícia morto a machado e outro gravemente ferido em Maputo

Um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM) cuja identidade não apurámos perdeu a vida e outro está gravemente ferido, em consequência de terem sido agredido com recurso a instrumentos contundentes, por um grupo de supostos assaltantes, no bairro George Dimitrov, vulgo Benfica, na cidade de Maputo.

A Polícia da 15ª esquadra, sita naquele bairro, já deteve alguns malfeitores e está no encalço de outros. O policial ferido encontra-se, neste momento, a lutar pela vida na sala de reanimação do Hospital Central de Maputo (HCM), enquanto o outro pereceu a caminho do hospital.

Um dos jovens que faz parte dos homicidas admitiu o seu envolvimento no crime e revelou que o grupo é composto por sete elementos. Todavia, quando começa a enumerar os nomes da gangue (usando alcunhas) a lista vai para além do número a que se referiu.

Dos sete membros da aludida quadrilha, segundo o acusado, alguns vivem no bairro George Dimitrov e outros na KaTembe. Além da morte e ferimento dos policiais em questão, o bando é indiciado de semear terror naquela zona e há tempo que era procurado pelas autoridades.

De acordo com o incriminado, o machado e o martelo encontrados em sua posse eram usados para ameaçar, agredir as pessoas e arrancar-lhes bens tais como dinheiro. Eles cometeram vários assaltos usando os mesmos instrumentos, que altura em que foram recolhidos pela Polícia estavam bastante ensanguentados.

O outro integrante da quadrilha negou ter participado no crime e alegou que é vendedor. Na altura em que os seus amigos agrediram fisicamente os agentes da Lei e Ordem ele não se encontrava na companhia de nenhum de deles, mas, sim, no mercado. “Só fiquei a saber deste crime aqui na esquadra e não sei por que é que estou preso”.

Refira-se que quando um grupo de meliantes chega a agredir e matar uma pessoa cuja missão é garantir a ordem, segurança e tranquilidade públicas, não só é uma afronta e desrespeito à Polícia no seu todo, mas pode ser, também, um sinal de escalada da criminalidade nos centros urbanos, facto quem tem vivo a ganhar contornos alarmantes, pese embora as autoridades policiais não assumam.

No seu recente informe anual sobre o estado da justiça em Moçambique, apresentado ao Parlamento, a Procuradora-Geral da República (PGR), Beatriz Buchil, reconheceu o país continua a registar crimes, na sua maioria protagonizados por jovens, cuja prevenção e combate exigem mais esforços de toda a sociedade.

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