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Afrobasket 2016: “locomotivas” de Maputo trucidam campeãs e jogam pelo troféu com Inter Clube de Luanda

Afrobasket 2016: “locomotivas” de Maputo trucidam campeãs e jogam pelo troféu com Inter Clube de Luanda

Foto da FIBAAs detentoras da Taça dos clubes campeões africanos de basquetebol em seniores femininos foram “trucidadas” neste sábado(03) pelo Ferroviário de Maputo que está a uma partida de um troféu inédito. “O Ferroviário é um digno vencedor”, reconheceu o treinador do 1º de Agosto de Angola após a derrota de 58 a 68 pontos. A final está marcada para domingo(04), a partir das 18 horas no pavilhão do Maxaquene, em Maputo, e as adversárias são as angolanas do Inter Clube, quatro vezes vencedoras da prova.

O triplo inicial de Sónia Ndoniema foi o único momento em que a equipa ainda detentora do título africano de clubes esteve na liderança do placar. Bem assentes nos “carris” as pupilas de Leonel Manhique precisaram de 3 minutos de jogo para empatar e passar para a frente do marcador, por Anabela Cossa da linha de lançamentos livres.

Depois cerraram os caminhos para o seu cesto, deixando as angolanas e Leia Dongue sem conseguirem marcar durante cerca de 6 minutos, enquanto isso começaram a abrir vantagem que Anabela colocou em 9 pontos a sua primeira “bomba” da noite. Leia ainda reduziu mas as “locomotivas” voltaram marcar e garantiram vitória no 1º período por 11 a 18 pontos.

O 1º de Agosto voltou a marcar primeiro mas as norte-americanas do Ferroviário, Rachel e Brea, dilataram para 10 pontos a vantagem. Leia ouvia estrondosos apupos quanto a bola lhe chegava as mãos mais ia tentando carregar a sua equipa. Um triplo de Ingvild aumentou para 11 pontos a liderança, as angolanas deram réplica mas Cecília e Elizabeth elevaram para 12 pontos.

A defesa fechava bem Ingvild voltou a somar mais 2 pontos e com o relógio a estourar para o intervalo Cecília Henriques fez 21 a 35 pontos. Inimaginável até para o mais optimista dos moçambicanos.

Elizabeth Pereira abriu o placar no 3º período porém Ndoniema respondeu com um triplo e somou mais 2 pontos na jogada seguintes. Todavia as mãos de Anabela Cossa já tinham aquecido e com a segunda “bomba” da partida levantou o público e mostrou que as “locomotivas” tinham a meia-final controlada, terminou a meia final com mais um que somados a outros pontos chegou 13 na conta pessoal.

As campeãs vacilavam, de nada valiam os descontos pedidos por Jaime Covilhã, a defesa do Ferroviário estava intransponível como um todo mas destacava-se Ornélia Mutombene. Quando ainda faltavam pouco de 1 minuto para jogar no 3º período a pequena base sentenciou a partida, roubou a bola na sua defesa passou por duas angolanas e com o cesto pela frente disparou “baaanng”, colocou a vantagem em 18 pontos. Leia ainda reduziu para 41 a 56 pontos antes do tempo esgotar.

A moçambicana do 1º de Agosto tentava manter a equipa no jogo mas enfrentava as “locomotivas” na quadra e a hostilidade do público nas bancadas, mas ainda assim foi a melhor marcadora da partida com 16 pontos. Claramente mais confiantes as “locomotivas” começaram a poupar estofo para a final e as angolanas reduziram a desvantagem que acabou em 10 pontos.

Na final “temos de estar imparáveis”

Foto da FIBA“Falhou mais cabeça fria, houve uma ansiedade muito grande das nossas jogadoras no início do jogo que depois transformou-se em cabeça quente e não conseguimos nos reencontrar. Dizer também que o Ferroviário é um digno vencedor. O Ferroviário ganhou-nos porque jogou melhor que nós” reconheceu, Jaime Covilhã, o treinador do 1º de Agosto

Covilha disse ainda ao @Verdade que o seu homólogo do Ferroviário “sabe muito bem o que tem de fazer amanhã, ele treina a equipa todos os dias, conhece as jogadoras que tem e sabe o que poderá fazer para no final sair daqui na condição de vencedor. É evidente que vai jogar contra uma equipa muito difícil, o Inter tem jogadoras com muita qualidade e quando assim é as dificuldade são acrescidas”.

O treinador das “locomotivas” disse que a meia-final nem foi uma partida perfeita, “cometemos alguns erros”, disse Leonel Manhique.

A final que está marcada para as 18 horas será diante do Inter Clube de Luanda, equipa que na primeira fase derrotou o Ferroviário, e que nas meias-finais eliminou o First Bank da Nigéria.

Manhique deu a estratégia para chegar ao título inédito, “temos que trabalhar para anular os pontos fortes do Inter, temo a capacidade do Inter em todos os aspectos, 4 5 2 1 tem uma capacidade enorme. Não podemos falhar em nenhum aspecto, temos de estar imparáveis e montarmos uma muralha para toda equipa não poder atravessar”.

Quatro vezes vencedora da Taça dos clubes campeões africanos de basquetebol em seniores femininos, o Inter Clube já foi derrotada numa final pelo Desportivo de Maputo, em 2012 na Costa do Marfim.

 

 

 

 

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