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Autárquicas 2013: Frelimo e MDM trocam acusações sobre alegada movimentação dos seus militantes para Nampula

Em contagem regressiva para as eleições do próximo dia 1 de Dezembro na cidade de Nampula para a escolha do edil e dos membros da Assembleia Municipal, a Frelimo e o Movimento Democrático de Moçambique acusam-se mutuamente de estarem a movimentar militantes de outras províncias para aquele ponto do país. Polícia afirma estar em condições de assegurar a manutenção da ordem e tranquilidade no domingo.

Zacarias Ivala, primeiro secretário provincial da Frelimo e chefe do gabinete eleitoral desta formação política a nível de Nampula, falando esta quarta-feira (27), em conferencia de imprensa, acusa o MDM de estar a levar jovens dos municípios de Quelimane, Beira, Gurúé e Mocuba a fim de protagonizarem actos de vandalismo no dia das eleições na cidade de Nampula.

Ivala disse ainda ter informações seguras da entrada em Nampula 28 viaturas carregados de militantes do MDM, na sua maioria jovens, desde o último sábado. Por outro lado, denunciou igualmente que alguns quadros seniores do MDM estão a desencadear um pouco por todos os bairros da cidade de Nampula uma recolha de cartões de eleitores dos cidadãos para fins ainda não claros.

“Repudiamos esta atitude e o nosso apelo apenas vai para os munícipes para que estes se dirijam em massa às urnas, para que não haja abstenções e encontremos um justo vencedor que possa responder aos anseios do povo”, sublinhou Ivala.

“Não permitiremos que pessoas de fora da cidade de Nampula votem”, MDM

Por seu turno, Maria Luísa, delegada do MDM na cidade de Nampula, também em conferência de imprensa, refutou estas acusações e disse que a Frelimo é que está a mobilizar indivíduos com residências fixas em alguns distritos vizinho e que se recensearam como residentes da cidade de Nampula com vista a assegurar a vitória da Frelimo e do seu candidato.

A fonte disse ter conhecimento de uma acção em curso que tem como objectivo viciar de cadernos eleitorais tudo com vista a favorecer partido no poder. “Não vamos permitir que tal acção seja materializada. No dia de votação iremos exigir que sejam colocados nas mesas cadernos com assinaturas dos fiscais dos partidos políticos que estiveram envolvidos no processo de recenseamento eleitoral. Nós temos 326 cadernos com registo dos eleitores de igual número de mesas. Fizemos no acto de recenseamento, os nossos delegados serão portadores destes cadernos para confrontar na data de votação, caso haja um eleitor não inscrito iremos agir com recursos à força física e apelamos à polícia para se distanciar porque, no caso de intervir, não iremos nos responsabilizar pelas consequências”, sublinhou Luísa.

Falando a cerca dos movimentação de quadros do seu partido para a cidade de Nampula, Maria Luísa apenas confirmou a chagada no último sábado de dois camiões que transportavam jovens e membros desta formação política oriundos de Quelimane, incluindo o candidato vencedor Manuel de Araújo, que vinham participar nas cerimonias fúnebre do jovem músico Max Love, baleado mortalmente na festa de vitoria, e que os mesmos já regressaram.

Segurança garantida

Entretanto, Miguel Bartolomeu, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Nampula afirma que a polícia tem um efectivo suficiente para assegurar a manutenção da ordem e tranquilidade no dia de votação, e poderá accionar outros mecanismos caso seja necessário. “ Por enquanto não precisamos reforço de outras províncias porque temos todas as unidades policiais cá em Nampula, incluindo as forças antimotim (Força de Intervenção Rápida)”, frisou a fonte.

Recorde-se que desde a campanha eleitoral agentes da PRM e agentes das FIR estiveram ao serviço do partido Frelimo, em todos os municípios onde decorreram as eleições autárquicas, intimidando eleitores e detendo simpatizantes e membros do MDM.

Há registo de dezenas de feridos e de pelo menos oito vítimas mortais das balas da polícia e das FIR, cinco no município de Quelimane, duas no município de Mocuba e uma no município da Beira.

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