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Xiconhoquices da semana: acção violenta da Polícia contra os garimpeiros; Discursos dos membros da Comissão Política da Frelimo; Custo do palácio do governador de Manica

Xiconhoquices da semana: Novo Regulamento de Transporte em Veículos Automóveis; Passaporte falso de Nini sem falsificadores; Campanha eleitoral da Frelimo

Os nossos leitores elegeram as seguintes xiconhoquices na semana finda:

Acção violenta da Polícia contra os garimpeiros em Manica

O que se supunha ser uma acção policial para travar o garimpo ilegal nas minas de Mavonde, na província de Manica, acabou em tragédia. Dos 80 garimpeiros, incluindo 56 zimbabueanos, que se encontravam naquele local, pelo menos três morreram e cinco polícias ficaram feridos. Ninguém nos diz se houve ou não uma tentativa de sensibilização dos cidadãos que procuravam ganhar o pão de forma honesta, pese embora arriscando a própria vida, mas o que se sabe é que a Polícia da República de Moçambique (PRM) se dirigiu ao local fortemente armada. O resultado foi uma tragédia que podia ter sido evitada se os agentes da Lei e Ordem fossem um pouco moderados e pautassem pelo diálogo, em vez da exibição de musculatura. Sabe-se, também, que os garimpeiros empunhavam pedras, paus e catanas mas nada justificava o tiroteio e o alvoroço que ditou o encerramento do comércio, serviços públicos e trânsito na Estrada Nacional número seis (EN6).

Discursos dos membros da Comissão Política da Frelimo

Na semana passada, os membros da Comissão Política da Frelimo realizaram um périplo pelo país e deixaram de gozar as regalias a que tinham direito, atribuídos pelo partido, e começaram a desenterrar “machados de guerra”, chamando Afonso Dhlakama de “mentiroso, intriguista e muito mafioso. Não é sério”. “Não é homem de palavra”, supostamente porque é volúvel, num dia diz uma coisa e noutro muda de discurso, segundo o governador da província de Inhambane, Agostinho Trinta. Em Mecubúri (Nampula), Filipe Paúnde também não se conteve e deixou de proferir as mentiras que tinha preparado para a população daquele local e disse, em alusão a Dhlakama, que: “não se deixem enganar com mensagens que apenas incitam à violência, tribalismo, regionalismo e divisionismo”. Se, com esta xiconhoquice, a intenção era provocar a Renamo, aplausos para a Frelimo pelo “belo show”, pese embora que quem vai arcar com as consequências seja o povo.

Custo de construção do palácio do governador de Manica

Filipe Nyusi, Presidente da República, disse aquando da sua tomada de posse, que não descansaria “enquanto não tiver um país sulcado de vias de acesso transitáveis que assegurem, em todas as épocas do ano, a circulação de pessoas e bens em todo o território nacional”. Prometeu também lutar contra o despesismo. Porém, desde há dias, o povo, que é seu “patrão”, está embasbacado com o facto de o chefe do gabinete do governo provincial de Manica, António Mafenequiço, que chancela a adjudicação de obras públicas a entidades privadas, ter consentido que fossem aplicados 198.968.260.20 meticais na construção da nova residência oficial para o governador de Manica. A empreitada foi entregue à empresa Construções CCM, Lda, num processo que levanta muitas interrogações, uma vez que o empreiteiro em causa é Roberto Wilian Kachamila, filho de Jonh Kachamila, um antigo governante que foi ministro por várias vezes desde a independência nacional. Que xiconhoquice é esta, afinal, que atropela os princípios da austeridade?

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