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A concentração de gases de efeito estufa avança rápido

A concentração da maioria dos gases de efeito estufa alcançou níveis nunca vistos desde a época pré-industrial, aproximando-se ao “cenário pessimista” traçado por cientistas, advertiu nesta segunda-feira a Organização Meteorológica Mundial (OMM), a três semanas da Cúpula de Copenhague.

“As notícias não são nada boas: a concentração de gases de efeito estufa continua aumentando e, inclusive, a um ritmo mais rápido”, afirmou o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud, ao prestar contas à imprensa dos últimos dados registrados pela agência da ONU. Isto “confirma a tendência a um aumento exponencial”, alarmou-se. “De facto, estamos mais perto do cenário pessimista” mencionado pelo Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre a Mudança Climática (IPCC).

“É preciso agir o mais rápido possível”, advertiu. A concentração de CO2, o principal gás poluente de origem humana, cresceu 38% desde 1750 e contribuiu com 63,5% para o aumento do efeito estufa atmosférico, segundo as medições da OMM. Sua implicação, inclusive, passou a ser de 86% durante os últimos cinco anos. O metano, cuja concentração havia permanecido estável de 1999 a 2006, “aumentou consideravelmente em 2007 e 2008”, sem que se saiba claramente por quê. O que está claro, ao contrário, é que aproximadamente 60% das emissões deste gás de efeito estufa são de origem humana (pecuária, cultivo de arroz, exploração de combustíveis fósseis, combustão de biomassa…).

Por outro lado, embora os CFC (clorofluorcarbono) prejudiciais à camada de ozono “vêm diminuindo lentamente sua concentração” graças à sua proibição pelo Tratado de Montreal, a dos gases substitutivos “aumenta rapidamente” e contribuíram, com 8,9%, para incrementar o efeito estufa entre 2003 e 2008. Sessenta e cinco chefes de Estado e de governo confirmaram sua participação na cúpula sobre o clima de Copenhague que se celebrará de 7 a 18 de Dezembro na capital dinamarquesa.

Os 191 países convidados e a Dinamarca, o anfitrião, se propõem a alcançar um acordo mundial sobre a redução das emissões de gases de efeito estufa para substituir o protocolo de Kyoto, que expira em 2012. Nas últimas semanas surgiram dúvidas sobre as possibilidades de obter um acordo vinculante sobre a redução de gases contaminantes e a transferência de tecnologias verdes aos países pobres para fazer frente ao aquecimento global. A União Europeia comprometeu-se a reduzir em 20% suas emissões de gases de efeito estufa antes de 2020 e, inclusive, em 30% em caso de acordo mundial.

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