Aproximadamente 10 biliões de dólares norteamericanos por ano são necessários para o combate efectivo contra o fogo entre fronteiras dos 15 países membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) que enfrentam problemas derivados de queimadas descontroladas e mudanças climáticas.
Em Moçambique, as províncias de Maputo, Sofala, Manica, Zambézia e Cabo Delgado são regiões com graves problemas originados por aqueles fenómenos “e em Cabo Delgado quase que já não há floresta fechada devido às queimadas descontroladas, abates ilegais de árvores e mudanças climáticas”, segundo Ana Chichava, vice-ministra para Coordenação da Acção Ambiental, falando esta segunda-feira durante trabalhos do seminário regional sobre fogo entre fronteiras a terminar amanhã, em Maputo.
A seca cíclica que flagela Moçambique é também apontada por aquela governante como determinante na desertificação do país, “havendo necessidade e imperiosidade dos países da região encontrarem sinergias conjuntas para fazerem face aos flagelos”. As queimadas descontroladas e mudanças climáticas na África Austral farão com que na maioria dos 15 países seja reduzida em cerca de 50% até 2020 a prática da agricultura, “afectando a segurança alimentar e consequente agravamento dos casos de má-nutrição”, realça o documento da SADC distribuído no encontro de Maputo.