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60 segundos com A ‘nossa’ Miss University

60 segundos com A 'nossa' Miss University

Aos 22 anos de idade, cinco dos quais dedicados à moda, a modelo moçambicana Ana Gisela vive um dos momentos mais altos da sua carreira: representar Moçambique na quarta edição da competição Miss University Africa. O país já se rendeu à sua beleza, segue-se o resto do continente.

Para quem está habituado a sentar-se na front row dos desfiles de Mozambique Fashion Week (MFW) já deve estar familiarizado com o seu rosto e a sua silhueta invejável. Mas, para grande parte dos moçambicanos, ainda é um mistério.

De seu nome completo Ana Gisela Marquez Chichongue, a modelo vai representar o país no Miss University Africa – uma competição de beleza em que não se fazem desfi les de biquíni e que tem como objectivo promover e celebrar a beleza de estudantes universitárias no continente africano e desencorajar vestes indecentes.

“Estou contente e nervosa, porque vou representar Moçambique e uma instituição de ensino (USTM). É, sem dúvidas, uma responsabilidade enorme”, diz a modelo que participa pela primeira vez num evento de moda fora do país.

Ana Gisela faz mudar a nossa percepção sobre as jovens manequins. Não pelo seu notável rosto, nem pelos poucos centímetros da sua cintura e tão-pouco pelas suas bem documentadas curvas. Mas pela forma como olha para o universo da moda. “Ser modelo é, precisamente, ter capacidade de trabalhar em equipa. É necessário ter-se disciplina e muita força de vontade para aprender”, explica.

Natural da cidade de Maputo, a moda desde sempre fez parte dos seus sonhos de menina. A modelo moçambicana despertou para o mundo das passerelles muito cedo. Paixão que se foi intensifi cando com o andar de tempo. Diga-se, Gisela aproveitou a sua participação no desfi le de uma marca moçambicana “Tsa tsu” e nunca mais parou. Venceu o concurso Miss Escola, mas a sua ascensão ganhou alento com a sua participação no MFW.

Embora tenha consciência do mundo da moda ser propenso aos famigerados “testes de sofá”, a manequim comenta que nunca recebeu propostas indecentes. “Muitas vezes, são as próprias modelos que se oferecem com o objectivo de chegar à fama facilmente. Em suma, depende muito da personalidade da pessoa”.

Nascida a 15 de Fevereiro de 1989, olha para a moda como “um refúgio pessoal” e encara a sua carreira com perspectiva de dar o seu contributo para o bem comum. Quando questionada sobre a causa que abraçará caso vença o concurso, a resposta surge numa vertente social: “Quero abraçar a causa das crianças por serem puras e frágeis e das mulheres, sobretudo as solteiras e viúvas”, revela.

Estudante de Gestão e Administração de Empresas, Ana Gisela diz ter escolhido o curso porque no país não existe um curso superior ligado à moda, o que torna “impossível levar a sério a carreira de modelo”. As suas referências são as supermodelos Naomi Campbell, Giselle Bundchen e Heidy Klom, e, a nível nacional, é a jovem manequim Assia.

De figura esguia, ela garante que come de tudo e nunca recebeu exigências por parte dos estilistas para perder peso, até porque, diz, sempre esteve dentro das medidas consideradas normais.

“Sempre fui magra e nunca deixei de comer, ou melhor, nunca tive de fazer dieta para emagrecer. Quando comecei a desfilar, a minha mãe ficou preocupada pois achava que eu deixaria de comer para me tornar mais magra do que já sou”, conta. A modelo não dispensa pizza e xima com cacana.

Quando não está na passerelle, Ana Gisela gosta de conversar com os amigos e ver televisão, mas o seu passatempo é escrever poemas que reflectem o seu estado de espírito e o seu livro preferido é “O Segredo” da autoria de Rhonda Byrne. Diz não ter um amuleto mas faz sempre um ritual – pensar em Deus – antes de subir à passerelle. Sai muito pouco para dançar e adora rock, mas mais urbano.

Apela às jovens que pretendem seguir o mesmo caminho a perseverar, acreditar nos sonhos e nunca passar por cima dos outros, além de agradecer a Deus, à família, à Top Produções e a todos os moçambicanos pelo sucesso na sua carreira profissional.

Refira-se que a quarta edição da competição Miss University Africa terá lugar entre os dias 19 de Fevereiro e 5 de Março de 2011, na Nigéria. Contará com concorrentes oriundas de 28 países de África e será a primeira vez que Moçambique participa.

Durante três semanas, as concorrentes vão participar em algumas actividades sociais. A vencedora do concurso terá direito a um prémio monetário de 10 mil dólares norteamericanos.

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