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25º Dia da Greve dos Profissionais de saúde: Ministério da Saúde dialoga com “fantasmas”

Depois de o Governo ter dito, referindo-se à da Comissão dos Profissionais de Saúde Unidos (CPSU), que não podia dialogar com fantasmas, porque é uma entidade inexistente e seria ir contra as regras por si estabelecidas, o Ministério da Saúde (MISAU) chamou, esta quinta-feira (13), no seu edifício, a mesma agremiação, que supostamente não existe, para conversar. Foi apenas para iniciar uma relação amigável que aproxime as partes no sentido de se chegar a um consenso em relação à greve dos profissionais de saúde que dura há 25 dias.

Refira-se que, na história do país, esta é a primeira greve que ocorre num sector laboral, crucial para a sociedade, em que os seus profissionais abandonaram os seus postos de serviço por muitos dias (pelo menos 25) para lutar pelas melhores condições trabalho e remunerações dignas, por exemplo.

O encontro entre a equipa de negociação do Executivo e os profissionais de saúde começou por volta das 14 horas e o término foi pouco depois das 16 horas. Segundo a CPSU, desta vez não houve insolência por parte do Governo, por isso, “agradecer o espírito de abertura criado pelo secretário permanente do Ministério da Saúde”. A forma como ele conduziu a conversa deu à contraparte espaço para apresentar as suas preocupações e possíveis propostas de soluções.

Sem entrar em detalhes, a comissão disse ao @Verdade que foram avançadas modalidades para que nos próximos encontros se chegue a soluções concretas. “Chegamos a um meio-termo que não lesas ambas partes, mantermos um contacto permanente e haver confianças”.

Falou-se igualmente da criação de subequipas de trabalho no sentido de não se relegar as discussões para um único grupo. “Aos colegas, que fiquem esperançados de que melhores dias virão. Ainda não foi marcada a data para o próximo encontro mas aguardamos a solicitação a qualquer para podermos retomar (a conversa)”. Portanto, a greve continua…

Notificações para os profissionais em greve

Esta terça-feira (11), o Governo disse que aos grevistas seriam aplicadas sanções previstas no Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do Estado (EGFAE), que “estabelece os procedimentos em relação aos casos de faltas” e fê-lo conforme prometeu.

Apesar de a Associação Médica de Moçambique (AMM) ter reagido, esta quarta-feira, a essa posição com o argumento de que “sendo greve legal não há fundamento para processos disciplinares”, 18 alguns trabalhadores do Centro de Saúde de Xipamanine, tais como enfermeiras, técnicas de saúde, agentes de serviço, de laboratório e de medicina foram notificados para comparecer, esta quinta-feira (13), àquela unidade sanitária, em horários diferentes, com um único propósito: “prestar declarações como arguido (s) no processo disciplinar que corre sobre si por ter cometido faltas injustificadas”.

As intimações foram escritas e assinadas por escrivães e instrutores diferentes, porém, sem nenhum carimbo.

Sábado marcha na Capital

Entretanto os Profissionais de Saúde já anunciaram uma nova marcha pacífica, na cidade de Maputo, no próximo sábado (15) a partir das 9h30, partindo do Ministério da Saúde, cruzando as avenidas Eduardo Mondlane, Vladimir Lenine, 25 de Setembro até ao Circuito de Manutenção António Repinga, na baixa da capital moçambicana.

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