O Standard Bank realizou, recentemente, uma sessão de diálogo com o representante residente do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Moçambique, Olamide Harrison, dedicada à análise do mais recente relatório do Artigo IV e às perspectivas para a economia moçambicana.
A sessão contou com a participação de clientes, particulares e corporativos, do Banco, convidados a integrar o debate, numa iniciativa que visou promover a partilha de informações sobre o actual contexto da economia do país.
Durante a conversa, conduzida pelo economista-chefe do Standard Bank, Fáusio Mussá, foram abordados os principais desafios macroeconómicos, incluindo a sustentabilidade da dívida pública, o equilíbrio fiscal e a evolução do contexto cambial, bem como a importância de políticas económicas consistentes para promover a estabilidade e o crescimento sustentável.
Na ocasião, Fáusio Mussá realçou a importância da iniciativa, sublinhando a relevância do momento económico que o país e o mundo atravessam. “Este encontro visa conversarmos um pouco sobre o trabalho do FMI, as mais recentes publicações e as perspectivas para a economia moçambicana”.
Na sua intervenção, Olamide Harrison referiu-se ao papel do FMI enquanto parceiro técnico e financeiro, tendo sublinhado que o organismo actua com base em três pilares, nomeadamente “a supervisão económica, a assistência técnica e os programas de ajuda e de financiamento, caso necessário”.
No que diz respeito à sustentabilidade da dívida pública do país, o representante residente do FMI destacou que a actual trajectória exige atenção redobrada, referindo que “é necessário a implementação de um conjunto credível de políticas e reformas para restaurar a sustentabilidade da dívida soberana de Moçambique”.
Relativamente a um eventual programa com o FMI, Olamide Harrison foi cauteloso, tendo afirmado que o processo assenta no diálogo e na colaboração entre as partes, sublinhando que “um eventual programa deverá resultar de um acordo entre o governo e o FMI”.
Num outro desenvolvimento, Olamide Harrison realçou a importância de garantir condições para o crescimento económico sustentável, através da restauração da estabilidade macroeconómica e da implementação de reformas estruturais que reforcem o ambiente de negócios. Neste âmbito, destacou a necessidade de “simplificar um pouco a burocracia em termos de negócio, aumentar a previsibilidade da regulamentação na economia, bem como assegurar a segurança jurídica para atrair mais investimento privado”.
Os interessados podem aceder à entrevista através do site do Standard Bank, permitindo que um público mais alargado tenha acesso aos principais pontos discutidos.