Segundo o vice-presidente financeiro do Twitter planeava a oferta pública inicial da empresa este ano, ele tinha um objectivo mais importante que outros: evitar que a empresa se tornasse o próximo Facebook.
O CFO do Twitter, Mike Gupta, questionou bancos sobre como evitar os problemas que afectaram o IPO do Facebook do início ao fim da operação, fazendo perguntas detalhadas sobre tudo, desde como escolher uma bolsa de valores a como se comunicar com analistas.
No fim, o Twitter fez escolhas diferentes da rede social rival. O Facebook escolheu o Morgan Stanley como coordenador líder, enquanto o Twitter escolheu o Goldman Sachs.
O Facebook foi listado na Nasdaq, onde os problemas técnicos afectaram as horas iniciais de negociação, enquanto o Twitter foi listado na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). O Twitter decidiu precificar as acções do IPO em 26 dólares, um número relativamente conservador à medida que os coordenadores estavam a ponderar elevar o preço a até 28 dólares, segundo os investidores.
Mas os coordenadores decidiram que era melhor definir o preço num ponto mais baixo, deixando espaço para uma escalada maior no primeiro dia, não seguindo os passos do Facebook, mesmo que isso significasse deixar mais de 1 bilhão de dólares de lado.
O Facebook, que decidiu precificar o seu IPO em 38 dólares, viu os coordenadores lutarem para manter as suas acções acima do preço do IPO no primeiro dia de negociações.
As acções continuaram a cair, chegando a 17,55 dólares nos meses depois da abertura da empresa. Demorou mais de um ano para que as acções se recuperassem. O Twitter não pôde ser contactado de imediato para comentar. O Goldman Sachs e o Morgan Stanley recusaram-se a comentar o assunto.


