A disfunção do Estado moçambicano na resposta aos inúmeros problemas sociais com que o seu povo se debate provém do facto de este mesmo povo estar desprovido de uma consciência crítica e objectiva. Por conseguinte, é um povo passivo, sem ideias e sem questionamento, defende o sociólogo Elísio Macamo.
O Académico, que dissertava esta quarta-feira (03), em Maputo, numa palestra denomina “Por uma Sociologia Objectiva”, explica que os moçambicanos só podem melhorar os seus posicionamentos e exercer influência no debate sobre a implementação de políticas governativas se estiverem à altura de perceber a própria realidade, os fenómenos locais e as modificações sociais.
Elísio Macamo define Sociologia Objectiva como aquela cumpre a tarefa de resgatar e melhorar o senso critico, definindo com precisão as soluções dos problemas as pessoas enfrentam no seu quotidiano. Segundo ele, trata-se de um ramo do saber que pode colmatar o défice de crítica e de questionamento na sociedade. No caso concreto nos moçambicanos.
Macamo declara que encara a população com preocupação porque ainda continua a agir e a criticar sem objectividade. Multiplicam-se ideias não sólidas e ilusórias, incapazes de contribuir na melhoria do exercício de cidadania e de articulação de ideias que satisfaçam objectivamente a sociedade no seu todo.
De acordo com o palestrante, a acção e a crítica objectiva permitem aos cidadãos buscarem respostas para os problemas pelos quais passam e, desta forma, manifestarem a sua existência.