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Dom Jaime fala do décimo oitavo aniversário do AGP

O Arcebispo da Beira, Dom Jaime Pedro Gonçalves, pronuncia-se, esta sexta-feira, em torno do Acordo Geral de Paz (AGP), assinado entre o Governo da Frelimo e a Renamo a 04 de Outubro de 1992, em Roma, capital italiana. Na próxima segunda-feira, 04 de Outubro de 2010, celebra-se o décimo oitavo aniversário do AGP.

O AGP também conhecido por Acordo de Roma foi bastante determinante para a vida dos moçambicanos, tendo permitido o fim da guerra entre o regime da Frelimo e a Resistência Nacional Moçambicana e devolvido a paz no país, abrindo caminho para a reunificação dos cidadãos nacionais e de outros quadrantes do mundo e tendo propiciado ambiente favorável ao desenvolvimento.

O fim da guerra e a restauração da paz em Moçambique, que consequenciaram o estabelecimento de um estado de direito democrático e livre tem sido aplaudido internacionalmente.

Passam 18 anos que o Acordo Geral de Paz foi assinado em Roma, mas nem tudo tem sido um mar de rosas.

É preciso também perceber que o país logo após o calar das armas teve de se envolver numa luta titânica que infelizmente ainda prossegue nos dias de hoje. A Reconstrução.

A Reconstrução de tudo quanto foi destruído pela guerra, principalmente infra-estruturas sociais e económicas, a própria economia que esteve votado a estagnação e o tecido sóciohumano que foi uma das maiores vitimas.

Aliás, o próprio acordo ressalta a importância da reconciliação entre os moçambicanos.

O Arcebispo da Beira, Dom Jaime Pedro Gonçalves, foi um dos principais mediadores para o Acordo de Roma e, desde então, tem se tornado uma voz insilenciável sempre que se está em vésperas de celabração de 04 de Outubro.

Nas suas dissertações anteriores alusivas ao 04 de Outubro, Dom Jaime sempre criticou o regime do dia, acusando-o de exclusão a maioria, o que se manifesta pelo agravamento do sofrimento das famílias moçambicanas.

Dom Jaime que é igualmente o Patrono e Magno Chanceler da Universidade Católica de Moçambique (UCM), com sede na Beira, tem se referido bastante sobre a necessidade do país seguir a consciência profunda por que se pautam outros povos, alargando as liberdades e direitos humanos, por forma a que futuramente os moçambicanos usufruam dos progressos do Estado de direito”

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