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Bicha na mCel sufoca

Desde que o governo veio anunciar que os cartões de telefonia móvel, em particular os pré-pagos, devem ser registados, a loja da operadora Moçambique Celulares (Mcel) em Quelimane, anda com uma bicha que sufoca.

Já não há espaço para nada e, pior, ainda com o crónico problema de falta de sistema, aí sim, agudiza-se o problema.

Gente que encontramos esta quinta-feira na loja efectuando o seu registo, dizem não perceber o que se pretende, mas como é uma medida que ouviram ser anunciada pelo governo, resta-lhes seguir.

Uns com alguma informação, afirmaram que o país está a voltar ao tempo do SNASP, em que tudo estava ao controlo do governo.

Estes bem entendidos na matéria afirmaram que com esta medida, o governo está a todo custo partidarizar o direito de liberdade de expressão consagrado na Constituição da República, por sinal a lei mãe.

Os nossos entrevistados foram mais longe ao afirmarem que o governo tem muita coisa que deveria registar e apresentar em público.

Aqui, estes afirmaram que a declaração dos bens públicos, uma questão fundamental para evitar o enriquecimento ilícito de muitas pessoas neste país, deveria ser prioridade, antes de se envolverem com todas garras no registo de cartões pré-pagos dos cidadãos.

Por outro lado, os nossos interlocutores questionaram o porquê do governo moçambicano só ter vindo agora (após das manifestações de 1 e 2 de Setembro), com a ideia de registar cartões dos clientes? “Isto cheira a política e não outra coisa”- remataram.

Vodacom em silêncio

Já a outra operadora, neste caso a Vodacom ainda está em silêncio. Se já há muito os clientes desta operadora não conseguiam reaver os seus números em caso de danificação ou perda, imagine-se agora. É que Quelimane, não tem serviço de reaver números desta operadora.

Aquilo é do tipo, perdeu, compre outro, porque está barato. Mas uma fonte próxima a operadora afiançou-nos que num futuro não muito distante, vai receber os formulários.

Quando questionado quando no concreto, a fonte disse não precisar, mas assegurou que não tarda, olhando também o tempo dado pelo governo

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