Os “courts” a serem edificados junto do Estádio Nacional serão um importante parque para motivar uma maior aderência dos entusiastas a esta modalidade, quebrando, de forma a saudar, o estado de “confinação” competitiva do ténis aos velhos campos do Tunduro.
Sendo o ténis uma modalidade não jogada em muitos países africanos, pelo menos a nível competitivo, o que nos pode fazer alimentar sonhos, há porém o reverso da medalha que tem a ver com o facto de, em África, serem poucos os prati cantes, mas muito bons. Uma vez mais, irão ressaltar a África do Sul e o Zimbabwe, que se juntarão como potências a alguns países da chamada África Branca.
Em Laura, a veterana residem expectativas
O cenário nesta modalidade permite sonhar e dá margem para acreditar em disputas pelo pódio. Isto porque, dos três atletas em quem recai a nossa esperança, dois vivem numa das maiores capitais mundiais do ténis, e outra fez lá a sua carreira e parte da formação.
Estamos a referir-nos a Franco Mata, que reside há 5 anos no EUA e ocupa o 5.º lugar do Ranking ATP do Estado da Flórida, juntamente com Ataíde Sucá, também a jogar na terra de Obama. O terceiro candidato com potencial para chegar ou representar condignamente o país é a veterana, conhecida e rejuvenescida, Laura Nhavene.
A preparação dos “internos” começou a 1 de Outubro, com a realização dos Nacionais da modalidade, tendo no horizonte a parti cipação no Africano da Líbia, com seis atletas, a saber: António Bulha, Feliciano Guilande e Isac Jorge (masculinos), Laura Nhavene, Kiara Maher e Cecília Massunga (femininos).
Seguir-se-á um estágio em Portugal, em meados de Maio de 2011, e a ida, para uma ponta-fi nal competitiva, a um centro de alto rendimento na África-do-Sul.
O (não) desembolso dos fundos, até ao momento, condiciona a preparação. A Federação de Ténis ainda não conseguiu comprar o material para os atletas e não dispõe de fundos para custear as despesas com o seleccionador nacional.
Mas as promessas apontam para uma rápida reversão dos constrangimentos.