Pelo menos 154 pessoas morreram e 463 ficaram feridas, em duas semanas, depois de confrontos tribais aos quais apoiantes do regime do defunto ditador Muamar Khadafi participaram no oeste e no sul da Líbia, anunciou o Ministério líbio da Saúde num balanço publicado, sábado, em Tripoli.
As vítimas foram registadas em Sebha (sul) e na zona de “Warshafa” (oeste de Tripoli) depois de confrontos com a participação de apoiantes do antigo regime que tentam reintegrar a cena política na Líbia.
Um responsável do hospital de Sebha anunciou 88 mortos e 130 feridos, em duas semanas, nos confrontos registados nesta cidade do sul, indicando contudo uma possível subida do número das vítimas.
Os confrontos de Sebha, desencadeados a 11 de Janeiro, opuseram a tribo Toubou à “Awlad Suleyman”, da qual um membro, chefe dos Thowar (ex-rebeldes), teria sido assassinado por homens supostos pertencer à tribo Toubou.
Próximos do antigo regime de Khadafi teriam explorado estes confrontos para retomar as suas actividades e conquistar a base militar de “Tamahanat”, a maior base aérea da zona.