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Universidade Politécnica abre Jornadas Científicas com reflexão sobre Inteligência Artificial

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Arrancaram segunda-feira(26) em todos os Campus da Universidade Politécnica, as Jornadas Científicas Estudantis 2026, cuja sessão de abertura foi marcada por uma conferência sobre Inteligência Artificial(IA), proferida pela advogada e entusiasta desta tecnologia, Thaís Oliveira, que abordou as oportunidades e os desafios éticos associados à sua utilização na investigação, aprendizagem e exercício profissional.

A decorrer até ao dia 30 de Outubro, sob o lema “A Politécnica em Rede: Investigar, Partilhar, Transformar – Maputo, Nampula, Quelimane, Tete e Nacala”, as jornadas envolvem a comunidade académica da Universidade Politécnica de todos os seus Campus, bem como do Centro de Educação Aberta e à Distância (CEAD) e da Escola de Pós-Graduação (EPG), em actividades presenciais e online destinadas a promover a investigação científica, a inovação e a partilha de conhecimentos.

Na ocasião, o reitor da Universidade Politécnica, Augusto Jone Luís, realçou o contributo das jornadas para a formação integral dos estudantes, considerando que a aprendizagem não deve limitar-se à sala de aulas, mas estimular a capacidade de questionar, investigar e procurar soluções para os desafios da sociedade.

“Uma universidade cumpre a sua missão quando, para além de ensinar, desafia os seus estudantes a perguntar constantemente, a investigar, confrontar ideias, procurar evidências e construir respostas para os problemas do seu tempo”, afirmou o reitor.

Esta reflexão enquadra-se no propósito das jornadas científicas, que visam aproximar o ensino da investigação científica, incentivando os estudantes a desenvolver uma postura activa na produção de conhecimentos e na procura de respostas para os problemas da sociedade. Através desta iniciativa, a Universidade Politécnica procura, igualmente, fortalecer a articulação entre os seus diferentes Campus, por via da partilha de experiências e resultados de investigação.

Por sua vez, a advogada e entusiasta de Inteligência Artificial, Thaís Oliveira, chamou a atenção para a necessidade de uma utilização crítica e responsável destas ferramentas, alertando para os riscos de informações incorrectas e de referências inexistentes geradas por sistemas de IA.

“As respostas que a Inteligência Artificial nos dá não vêm de uma magia. Vêm das tantas informações que recebe. São muitos dados e, quando recebe muita informação, começa a alucinar e até a indicar fontes que não existem. É aí que entra o cuidado e a ética no uso da Inteligência Artificial”, explicou a oradora.

Durante os cinco dias, as Jornadas Científicas vão proporcionar espaços de reflexão e debate sobre diferentes áreas do conhecimento, nomeadamente transformação digital, sustentabilidade, saúde e bem-estar, inovação, empreendedorismo, empregabilidade, ética e responsabilidade social.

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