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Garantia da qualidade deve afirmar-se como cultura permanente nas universidades, defende reitor da Universidade Politécnica

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O reitor da Universidade Politécnica, Augusto Jone Luís, defende que a garantia da qualidade no ensino superior no País não deve ser encarada apenas como uma exigência formal ou regulatória, mas sim como uma cultura permanente, baseada na aprendizagem contínua, inovação e responsabilização colectiva das instituições.

A posição foi manifestada segunda-feira, 18 de Maio, na cidade de Maputo, durante a abertura do workshop internacional “Capacitação em Garantia Interna da Qualidade para Instituições de Ensino Superior em Moçambique”, promovido pela Universidade Politécnica, em parceria com a Universidade de Potsdam, da Alemanha, no âmbito do programa Dialogue on Innovative Higher Education Strategies (DIES), do Serviço Alemão de Intercâmbio Académico (DAAD).

O encontro, com a duração de três dias, reúne académicos, gestores universitários, especialistas em garantia da qualidade e docentes envolvidos em processos de inovação pedagógica e desenvolvimento curricular, com o objectivo de reforçar as competências das instituições de ensino superior moçambicanas no domínio da garantia interna da qualidade.

Segundo Augusto Jone Luís, o ensino superior moçambicano atravessa uma fase marcada por crescentes exigências de qualidade, relevância, transparência e responsabilização institucional, o que obriga as universidades a reforçarem a sua capacidade de adaptação, aprendizagem e melhoria contínua. Por isso, afirmou, “esta capacitação representa muito mais do que uma simples acção de formação. Representa uma oportunidade estratégica para consolidarmos competências, reforçarmos redes de colaboração e desenvolvermos soluções práticas para os desafios que enfrentamos nas nossas instituições”.

O reitor acrescentou que a garantia da qualidade não deve constituir responsabilidade exclusiva das unidades especializadas das instituições, mas sim um compromisso transversal de toda a comunidade académica, o que exige “maior envolvimento, liderança, compromisso e uma cultura permanente de melhoria”.

Neste contexto, acrescentou, é necessário fortalecer a colaboração entre instituições de ensino superior, considerando que os desafios ligados à qualidade exigem respostas colectivas e maior partilha de experiências e boas práticas.

Por sua vez, o coordenador da iniciativa e responsável pelo Gabinete de Avaliação e Monitoria da Qualidade da Universidade Politécnica, Cristiano Macuamule, explicou que a capacitação foi concebida como um espaço de construção colectiva, aprendizagem e partilha de experiências em torno do fortalecimento da garantia interna da qualidade no ensino superior moçambicano.

Segundo o responsável, a iniciativa pretende contribuir para a consolidação de uma comunidade de práticas e aprendizagem entre profissionais ligados à área da garantia da qualidade, promovendo soluções institucionais orientadas para a melhoria contínua. Por isso, “o verdadeiro impacto deste programa depende, em grande medida, da capacidade de cada participante transformar os conhecimentos adquiridos em acções concretas”, afirmou.

Neste sentido, espera-se que, ao longo da capacitação, os participantes desenvolvam pequenos projectos institucionais de melhoria da qualidade, a serem implementados nas respectivas instituições até à realização do segundo workshop, previsto para Setembro deste ano.

Presente na cerimónia, o director de Promoção do Sistema Nacional de Avaliação, Acreditação e Garantia de Qualidade do Ensino Superior (SINAQES), Jorge Fringe, considerou que a realização da iniciativa demonstra a crescente maturidade das instituições de ensino superior moçambicanas relativamente às questões da garantia da qualidade.

“É motivo de orgulho ter um evento organizado por uma instituição de ensino superior que seja propositadamente virado para a garantia de qualidade. A garantia de qualidade começa a deixar de ser preocupação do Governo e as instituições começam a abraçá-la como causa própria”, concluiu.

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