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INCM incentiva jovens mulheres a seguirem carreiras nas Tecnologias de Informação e Comunicação

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No âmbito do esforço de promoção da inclusão digital e da participação feminina no ecossistema tecnológico, a Autoridade Reguladora das Comunicações de Moçambique (INCM) organizou, sexta-feira, 24 de Abril, na cidade de Maputo, um painel de reflexão inserido no âmbito do Dia Internacional da Rapariga nas Tecnologias de Informação e Comunicação.

Trata-se de uma iniciativa global promovida pela União Internacional das Telecomunicações (UIT), com o objectivo de incentivar e inspirar raparigas e jovens mulheres a seguirem carreiras nas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e nas áreas STEM – Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.

Na sua intervenção de abertura, a presidente do Conselho de Administração do INCM, Helena Fernandes, referiu que, apesar dos avanços registados no acesso às telecomunicações, continuam a existir desafios relevantes relacionados com a utilização efectiva da internet, o desenvolvimento de competências digitais e a participação das mulheres no sector tecnológico em Moçambique.

Sublinhou ainda que o acesso à internet permanece mais elevado nos centros urbanos do que nas zonas rurais, que os custos dos dispositivos e serviços ainda representam uma barreira para muitas famílias e que as raparigas continuam sub-representadas em cursos e profissões ligadas à tecnologia.

Segundo Helena Fernandes, a resposta a estes desafios exige acções concretas e coordenadas, razão pela qual o INCM tem vindo a apostar em iniciativas ligadas ao Serviço de Acesso Universal, à inclusão digital, à promoção de competências e ao acesso à informação.

“Vivemos numa era em que o digital deixou de ser uma opção para se tornar uma necessidade. No entanto, os dados mostram-nos que este progresso ainda está aquém do desejado, pois ainda não é plenamente inclusivo. A nível global, estima-se que as mulheres tenham cerca de 15% menos probabilidade de utilizar a internet do que os homens. Em África, esta diferença tende a ser ainda mais acentuada, sobretudo entre jovens e em zonas rurais”, frisou.

Na ocasião, a painelista Belarmina Nuvunga destacou que, no actual contexto de transformação digital, as tecnologias têm vindo a redefinir a forma como comunicamos, sublinhando a importância de as mulheres se integrarem activamente neste processo.

“Para nós, as tecnologias digitais vieram para mudar a forma como comunicamos. É importante passar esta mensagem para as mulheres que estiveram aqui, tanto no painel como na audiência”, acrescentou Belarmina Nuvunga.

Por seu turno, a participante Adaína Mustafá, representante de uma startup denominada “Meu Bebé”, contou que, há cinco anos, quando ingressou na faculdade, sentiu a falta de mulheres para a inspirar ou motivar numa área predominantemente masculina. Por isso, “eu queria ser essa voz para motivar essas meninas que também estão a engrenar nesta área, para encorajar e mostrar que, sim, é possível e que podemos fazer muitas e grandes coisas, desde que tenhamos força de vontade”.

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