O Standard Bank, através da sua Incubadora de Negócios, realizou, recentemente, uma masterclass virtual subordinada ao tema “Gestão de Risco de Fraude Empresarial”, enquadrada nos esforços do Banco em promover uma cultura de integridade e dotar as Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME), bem como os empreendedores, de ferramentas práticas para a prevenção e detecção precoce de fraudes nas suas organizações.
A sessão foi conduzida por Elvira Tinga, analista de fraudes do Standard Bank, que alertou para o crescimento silencioso da fraude no seio das empresas e para o impacto que esta pode ter ao nível financeiro, operacional e reputacional.
“A fraude é uma ameaça interna que, quando não identificada a tempo, compromete de forma grave a sustentabilidade do negócio e a confiança dos seus parceiros. A fraude corrói os valores de uma organização e destrói a confiança, que é o alicerce de qualquer relação profissional. Combater a fraude é uma responsabilidade colectiva”, sublinhou a especialista, destacando a importância de se criar uma cultura organizacional baseada na ética e na responsabilidade.
Durante a sua intervenção, Elvira Tinga apresentou o cenário actual das empresas, chamando à atenção para o facto de a fraude ser um fenómeno que afecta organizações de todas as dimensões e sectores. De acordo com dados internacionais partilhados na sessão, as empresas em todo o mundo perdem, em média, cerca de 5% dos seus lucros anuais em consequência de práticas fraudulentas. Sectores como a mineração, o comércio grossista, a indústria transformadora, a construção civil, o imobiliário e a administração pública figuram entre os mais expostos.
“Nenhuma instituição está totalmente imune à fraude. Por isso, a vigilância contínua deve fazer parte da rotina de gestão de qualquer entidade”, disse. Na ocasião, foram analisados os factores que propiciam a ocorrência de fraudes nas empresas, entre os quais se destacam a falta de mecanismos de controlo interno, a ausência de segregação de funções, a inexistência de auditorias regulares e a deficiente cultura de responsabilização.
A oradora explicou que a fraude é sempre resultado de uma decisão deliberada e que, na sua génese, estão três elementos fundamentais, nomeadamente a pressão, a oportunidade e a racionalização. “As fragilidades humanas e institucionais, aliadas à percepção de impunidade, criam o ambiente ideal para a materialização de actos ilícitos”, frisou.
A especialista apresentou, igualmente, um conjunto de recomendações práticas para a prevenção e redução do risco de fraude, com particular realce para a necessidade de promover uma cultura anti-fraude, como a liderança pelo exemplo, o envolvimento de todos os colaboradores, a implementação de controlos internos eficazes e a separação de funções em processos críticos.
“A verificação rigorosa de documentos e pagamentos, a realização de auditorias e inventários regulares, a criação de canais de denúncia seguros e confidenciais, bem como a adopção de sistemas integrados de informação e pagamentos são importantes e imprescindíveis, pois permitem a rastreabilidade e a detecção de anomalias”, concluiu.
Importa realçar que esta iniciativa integra um conjunto de actividades promovidas pela Incubadora de Negócios do Banco com vista a fortalecer a resiliência, a transparência e a sustentabilidade do tecido empresarial do País.
